De acordo com a [ISO 9126], o conjunto dessas normas são compostos de quarto documentos: ISO/IEC 9126-1, ISSO/IEC9126-2, ISSO/IEC 9126-3 e ISSO/IEC 9126-4. Cada norma possui um escopo de atuação que será apresentado abaixo.
sub-características de qualidade desejadas. Segundo [ISO 9126] a família de normas NBR ISO/IEC 9126 pode ser utilizada, visto que as mesmas especificam características e sub-características, que podem ser aplicadas a qualquer tipo de software.
A figura abaixo relaciona as 6 características de qualidade interna e externa e seus desdobramentos. [SOFTEX 2006] essa norma é dividida em duas partes: a primeira define as características de qualidade internas e externas que foram classificadas em 6 características (confiabilidade, funcionalidade, usabilidade, eficiência, manutenabilidade e portabilidade) e seus desdobramentos; a segunda parte define as características para qualidade em uso, estas divididas em quatro características (eficácia, produtividade, segurança e satisfação).
Figura 1. Modelo de Qualidade Externa e Interna [MACHADO 2007].
Figura 2. Características da Qualidade de Software segundo a ISO/IEC 9126-1 [MENDONÇA 2007].
A norma ISO/IEC 9126-1 também apresenta um desmembramento dessas características e suas perguntas norteadoras, conforme podemos observar na Figura 3
Figura 3. Subcaracterísticas da Qualidade de Software segundo a ISSO/IEC 9126-1.
A outra subdivisão do modelo NBR ISO/IEC 9126-1 e que segundo [MACHADO 2007], preocupa-se com a qualidade sob a óptica do usuário dentro de uma ambiente e um contexto de utilização estabelecido. Ainda segundo [MACHADO 2007] a qualidade de uso é avaliada em termos do resultados na utilização do software, em outros termos pode-se afirmar que a qualidade é estabelecida segundo tarefas e critérios estabelecidos pelo próprio usuário. De acordo com o afirmado acima, percebe-se que a qualidade de uso de um produto pode variar de acordo com o tipo de usuário, contudo ainda serão avaliados sob a óptica de quatro características principais descritas pela figura abaixo.

Figura 4. Qualidade em Uso segundo a ISSO/IEC 9126-1.
Uma breve explicação acerca de cada característica pode ser encontrada em [MACHADO 2007] como segue abaixo:
· Efetividade: Definida como sendo a capacidade que o produto de software possui de possibilitar ao usuário atingir metas específicas como acurácia e completeza, em um contexto de uso especificado.
· Produtividade: Definido como sendo a capacidade que o produto de software possui de possibilitar aos usuários utilizar uma quantidade adequeda de recursos em relação à efetividade alcançada em um contexto de uso especificado.
· Segurança: Definida como sendo a capacidade que o produto de software possui de oferecer níveis aceitáveis de riscos de danos a pessoas, negócio, software, propriedade ou ao ambiente, em um contexto de uso especificado.
· Satisfação: refere-se a capacidade do produto de software satisfazer os usuários em um contexto de software especificado.
1.1.2 ISO/IEC TR 9126-2:2003 – Part 2.
Como o nome informa, este documento trata-se de um relatório técnico que define o conceito de métricas externas, que segundo [SOFTEX 2006], pode ser entendido como sendo: “métricas relacionadas ao comportamento do sistema que inclui o software”. Nestes termos, esse relatório técnico provê medições externas que ajudam a avaliar as seis características de qualidades definidas na norma ISSO/IEC 9126-1.
1.1.3 ISO/IEC TR 9126-3:2003 – Part 3
Este relatório técnico é semelhante ao relatório descrito anteriormente diferenciando-se apenas no fato do mesmo definir o conceito de métricas internas, que novamente segundo [SOFTEX 2006], refere-se a métricas relacionadas às propriedades estáticas do software como por
exemplo, documentação, código fonte, lista de requisitos,entre outros artefatos.
1.1.4 ISO/IEC FDTR 9126-4:(2004) – Part 4.
O relatório técnico ISSO/IEC 9126-4, define um conjunto de métricas de qualidade em uso, segunda parte da definição da norma ISO/IEC 9126-1. Segundo [SOFTEX 2006] este relatório ainda apresenta um exemplo de processo de avaliação de qualidade em uso.
Assim fazendo um fechamento da família de normas ISSO/IEC 9126, observa-se que a parte 1, preocupa-se em definir um Modelo de Qualidade que pode ser utilizado para a avaliação da qualidade de produto, através da classificação de 6 características internas e externas de qualidade além de características de qualidade em uso dos sistemas. Por sua vez as demais partes: 2, 3 e 4, servem de apoio à primeira parte, na medida que as mesmas preocupam-se respectivamente na medição do próprio software (métricas internas - parte2), na medição do comportamento do sistema baseado em computador (métricas externas - parte3) e a qualidade no uso das medições que avaliam os efeitos do uso do software. (métricas de qualidade em uso - parte4). [ISO 14598].
1.2. NBR ISO/IEC 14598
Esta família de norma ISO/IEC 14598 trata da do processo de avaliação de produto de software. Segundo [NETO 2005], existe uma dependência entre as famílias de normas ISO/IEC 9126 e a ISO/IEC 14598, conforme o mesmo descreve: “..A qualidade do produto de software tem dependências da qualidade do processo de avaliação utilizado, que por sua vez, sofre influências dos recursos e do ambiente onde o uso do mesmo.”
Pode-se perceber esse relacionamento entre as normas observando-se a Figura 5.
Figura 5. Relação entre a norma ISO/IEC 14598 e a ISO/IEC 9126. [NETO 2005]
Percebe-se claramente que a norma ISO/IEC 14598 trata do processo de avaliação de software sob diferentes óticas através de seus diversos documentos componentes: a ISO/IEC 14598-1 descreve o processo de maneira geral mantendo relação com a norma ISO/IEC 9126; Existem 2 documentos (ISO/IEC 14598-2 e ISO/IEC 14598-6) que dão suporte ao processo de avaliação sob a ótica dos recursos e ambientes utilizados na avaliação; as normas ISO/IEC 14598-3, ISO/IEC 14598-4 e ISO/EIC 14598-5 descrevem como devem ser estabelecidos os requisitos de
avaliação (estabelecimento do propósito de avaliação, tipos de produtos a serem avaliados, especificação do modelo de qualidade a ser utilizado); a especificação da avaliação (seleção de métricas, estabelecimento de níveis de pontuaçãopara as métricas e o estabelecimento de critérios de julgamento) além de projetar a avaliação e executar a avaliação (obtenção das medidas, realizar comparacação com os critérios e realiazar o julgamento dos resultados).
Referências
[ROONEY 1999] ROONEY, A.L.; OSTENBERG, P.R. Licenciamento, Acreditação e Certificação: Abordagens à Qualidade de Serviços de Saúde. Centro dos Serviços Humanos, 7200 Wisconsin Ave., Suite 600, Bethesda, MD 20814 EE.UU.
http://www.qaproject.org/pubs/PDFs/PORBOOK.PDF. Acessado em 30/03/2007.
[GEP 2007] Governo do Estado de Pernambuco. (2007)., http://www.pe.gov.br/investimentos_polomedico.htm. Acessado em 19/04/2007.
[ROCHA 2001] ROCHA, A.R; MALDONADO, J.C; WEBER, K.C. Qualidade de Software: Teoria e prática. Pearson. São Paulo. Prentice Hall, 2001.
[CARVALHO 1997] CARVALHO, D. Qualidade de sistemas de informação hospitalar. Rio de Janeiro, RJ. (Tese de Mestrado) COPPE / UFRJ, 1997.
[ISO/IEC 9126] ISO/IEC 9126 (2002) Software Engineering – Product Quality.
[ISO/IEC 14598] ISO/IEC 14598 (1998) Information Technology – Evaluation of Software Products.
[SOFTEX 2006] MPS.BR - Melhoria de Processo do Software Brasileiro
http://www.softex.br . Acessado em 19/04/2007.
[NETO 2005] NETO, Júlio. Um Processo Para Avaliação De Produtos De Software Através De Análise Por Especialista. UFPE, 2005.
[MENDONÇA 2007] MENDONÇA, Lúcio. Um Modelo para Avaliação de Produtos de Software. UFPE, 2007.

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